O que é crescimento econômico de uma sociedade e como pode ser caracterizado

março 27, 2011 § Deixe um comentário


O crescimento econômico moderno segundo Kuznets (1978 p. 248) pode ser definido como a capacidade constante de gerar diversos bens econômicos que uma dada população possui. O mesmo autor (Op. Cit. p. 248) afirma que esta capacidade constante de crescimento só é possível por meio de um avanço tecnológico e de ajustes institucionais e ideológicos que se fazem necessários ao longo do processo.

Com o avanço da sociedade, e por conseqüência, das relações Terra, Capital e Trabalho, os aspectos tecnológicos por meio da aplicação do conhecimento, tornam estas relações mais complexas, isto é sustentado por Solow (1956 p. 66) e foi a introdução dos fatores de produção que modificaram intensamente estas relações à partir da Revolução Industrial (SCHUMPETER, 1982 passim) .

Toda sociedade em particular tem seu desenvolvimento econômico baseado em suas relações com a Terra, o Capital e o Trabalho entram como esforço e o grau de esforço determinará a eficiência e a eficácia de cada sociedade em um dado período (KUZNETS, 1978 p. 247). Assim nos dias de hoje as nações modernas, economicamente desenvolvidas, possuem elevado grau de industrialização, pois empregam meios modernos, o conhecimento aplicado leva ao avançado uso do capital e do trabalho (quanto mais trabalho intelectual maior é o valor agregado), sendo estas nações mais eficientes e eficazes do que as nações menos desenvolvidas (Op. Cit., p. 248).

Kuznets (1978 p.  248) identifica seis características do crescimento econômico:

1ª  – Crescimento da Renda Per Capta da população, detalhe importante é discutir a diferença  entre o PIB, Produto Interno Bruto e o PNB, Produto Nacional Bruto. Em países mais desenvolvidos cuja participação nos mercados globais é maior esta diferença pode não ter um grande impacto, mas nos países menos desenvolvidos a diferença é grande, pois o PIB  é a soma de todos os bens e serviços finais já o PNB é o  PIB menos a renda líquida enviada ao exterior, portanto é a renda disponível, é a que fica para a população e nações pouco desenvolvidas são sensíveis ao fluxo de riqueza que deixa suas fronteiras.

2ª – A taxa da eficiência da produtividade, o resultado da divisão da saída (produto acabado) pela entrada (matéria-prima, mão-de-obra, etc.) e sua evolução histórica. Usando menos recursos para o mesmo resultado, em comparação com outras sociedades, consegue-se uma vantagem competitiva.

3ª – A taxa de transformação na estrutura econômica, se ela reflete a modificação de uma economia baseada na agricultura para uma economia industrializada (aumento do valor agregado produzido).

4ª – Taxa de urbanização e estruturas legais presentes (evolução para o conceito de plena cidadania), que refletem as ideologias e políticas públicas propícias ao desenvolvimento (saúde, transporte, segurança e educação).

5ª – Meios de transporte e de comunicação, se estão disponíveis, suficientes, adequados, conservados e se acompanham o desenvolvimento.

6ª – A distribuição do crescimento econômico: em países não desenvolvidos existem muitas desigualdades quanto ao emprego de tecnologias e acesso a estas de uma região para outra. Estes contrastes causam desequilíbrio e retardam o crescimento.

A crítica atual aos meios quantitativos de se medir a renda per capta para se determinar o crescimento econômico esta no PIB, pois este representa a perspectiva de países industrializados (ROBINSON e THAGESEN,  2004 p.5), por esta razão foram criadas alternativas que consideram fatores locais, como PPC – Paridade do Poder de Compra e o IDH – índice do desenvolvimento humano. As mais recentes preocupações para se caracterizar o crescimento econômico de uma população também incluem agora a mensuração da pobreza, a sustentabilidade e o emprego de tecnologias limpas.

Bibliografia Consultada

KUZNETS, Simon. Modern Economic Growth: Findings and Refletions. Estados Unidos da América: The American Economic Review, v.63, n.3, Jun. 1973, p. 247-258.

ROBINSON, Richard e THAGESEN, Bent. Road Engeneering for Development. Inglaterra, Londres: Spon Press, 2e, 2004.

SCHUMPETER, Joseph A. Teoria do desenvolvimento econômico: Uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. Coleção Os Economistas. São Paulo: Abril Cultural, 1982.

SOLOW, Robert M. A Contribution to the Theory of Economic Growth. Estados Unidos da América: The Quarterly Journal of Economics, v.70, n.1, Fev. 1956,  p.65-94.

 Reinaldo Toso Júnior

Como citar este trabalho: TOSO JÚNIOR, Reinaldo. O que é crescimento econômico de uma sociedade e como pode ser caracterizado. Disponível em: https://fatecid.wordpress.com/2011/03/27/o-que-e-crescimento-economico-de-uma-sociedade-e-como-pode-ser-caracterizado/. Indaiatuba: WordPress, Mar. 2011.

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